abril 28, 2009


É...

Sorte de hoje: Sorria. Isso basta.
É tudo que eu sempre quis acreditar, e que sempre quis que os outros acreditassem. Parece que funciona.
Mas tudo o que eu queria mesmo é que alguém chegasse pra mim e me dissesse que tudo isso é brinks, que estão me provocando. [isso é uma cilada, Bino]

abril 27, 2009


14 dias.

O que 14 dias fazem na vida de um ser humano?

Nesses últimos 14 dias em que fiquei sem postar me aconteceram muitas, mas muitas coisas. Fiz novos amigos, perdi amigos antigos, briguei com quem eu não imaginava nunca que brigaria algum dia, fiz as pazes com quem eu nunca imaginava que iria fazê-las um dia. Senti ciúmes e ódio. Falei coisas que não devia, omiti palavras imprescindíveis.

Foram vários momentos os que compuseram essas minhas duas semanas. Extremos, para ser mais exato: ri altíssimo, derramei milhares de lágrimas salgadas, sorri estupidamente, fiquei triste desnecessariamente. Deixei coisas importantes sem fazer, fiz coisas sem o menor valor.

Presenciei discussões, cenas, revelações, brigas, soluções, reconciliações.

Passei noites em claro; algumas estudando, outras, apenas pensando.
De que é a vida, senão um mar de sentimentos?
Sentimentos estes que nem sempre são bem definidos, mas do contrário: agem como estrelas. Por vez em alva noite, acompanhadas de suas semelhantes; ora sozinhas em céu rubro, cintilantes; seja nublado, indefinidas. Noites densas, em nossa visão.
No espaço não há noite nem dia. Será que o complexo pode ser tão complexo que acaba sendo simples? Ou será que o simples fato de 0º não ser 1 ou 0, mas sim um cálculo indefinido, é que complica tudo?

"Tudo depende de como você vê a vida." É o que eu costumo dizer aos outros, quando acham que tudo está a perder. Tudo depende. Depende.
Poderia ter chegado a diversas conclusões. Mas a única em que cheguei foi: preciso urgentemente de férias.

abril 13, 2009



"Was weiß ein Fisch von dem Wasser, in dem er sein ganzes Leben lang schwimmt?"
"O que um peixe sabe sobre a água da qual nada a vida inteira?" (A. Einstein)

Sei lá. Às vezes eu gosto de refletir sobre a vida. Mas, quem sou eu para falar da vida? Tenho só 16 anos nas costas. Considerando que 1/3 da vida a gente passa dormindo, tenho menos de 11 anos de vivência. Mesmo assim, me atrevo.

Tem horas que acho a vida tosca. Algo que simplesmente passa na frente dos meus olhos. Tem horas que acho a vida bela. Momentos que não quero que terminem nunca. A vida pode ser fácil, algumas vezes, mas pode ser também difícil; tudo depende de como a gente a encara.
"Das Leben ist wie ein Fahrrad. Man muß sich vorwärts bewegen, um das Gleichgewicht nicht zu verlieren"
"A vida é como andar de bicicleta. Para manter seu equilíbrio você deve continuar em movimento." (idem)


Continuar em movimento

Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar...
Para achar a solução, continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar...

"It's good to know that if I behave strangely enough, society will take full responsibility for me." (A. E. Brilliant)


É realmente bom saber...
"Insane people are always sure that they are fine. It is only the sane people who are willing to admit that they are crazy." (N. Ephron)

abril 11, 2009


tragédias podem ser engraçadas? rs

Sorte de hoje: O mundo é uma tragédia para os sentimentais e uma comédia para os intelectuais.

abril 10, 2009


Frio, seco...


É. Um bocado de gente comentou que eu tou estranho. Frio, seco, etc =/

Sinceramente, não faço nem ideia do que tá me deixano assim... Andei refletindo. Dizem isso desde que eu comecei a fazer lista de afazeres. Achei que fosse me tornar mais organizado, mas só me deixou estressado. Rasguei-a ontem.

Sou aparentemente desorganizado, todos queixam. E daí? Não vou mudar. Vou continuar assim. Desleixado para os outros, pois para mim sou perfeitamente organizado. Sempre acho tudo que quero na minha 'bagunça arrumada' que é minha vida.

HUNF.

Vou seguir o conselho de dois amigos.

"O que passou, é passado. O presente é o que vem agora. E o futuro, deixe para depois."

abril 05, 2009


A Fonte da Sorte, de Beedle, o Bardo.

No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a Fonte da Sorte.

Uma vez por ano, entre o nascer e o pôr-do-sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira.

No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. Homens e mulheres, rcos e pobres, jovens e velhos, dotados ou não de poderes mágicos reuniam-se no escuro, cada qual na esperança de ser o escolhido para entrar no jardim.

Três bruxas, com seus problemas e preocupações, encontraram-se nas cercanias da multidão, e contaram umas às outras suas tristezas enquanto esperavam o sol nascer.

A primeira, cujo nome era Asha, sofria de uma doença que nenhum curandeiro conseguia eliminar. Ela esperava que a fonte fizesse desaparecer os seus sintomas e lhe concedesse uma vida longa e feliz.

A segunda, cujo nome era Altheda, tivera sua casa, seu ouro e sua varinha roubados por um bruxo malvado. Ela esperava que a fonte a aliviasse de sua fraqueza e pobreza.

A terceira, cujo nome era Amata, fora abandonada por um homem a quem amava profundamente, e acreditava que seu coração partido jamais se recuperaria. Esperava que a fonte aliviasse sua dor e saudade.

Apiedando-se umas das outras, as três mulheres concordaram que, se lhes coubesse a chance, elas se uniriam e tentariam chegar à fonte juntas.

O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. A multidão avançou, cada pessoa exigindo, aos gritos, a bênção da fonte. Plantas rastejantes do interior do jardim serpearam pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda bruxa, Altheda, que segurou com força as vestes da terceira bruxa, Amata.

E Amata se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético.

As plantas rastejantes puxaram as três bruxas pela fresta do muro, e o cavaleiro foi derrubado do seu ginete atrás delas.

Os gritos furiosos da multidão desapontada se ergueram no ar matinal, e silenciaram quando os muros do jardim se fecharam mais uma vez.

Asha e Altheda se zangaram com Amata, que, acidentalmente, trouxera junto o cavaleiro.

— Apenas um pode se banhar na fonte! Já será bem difícil decidir qual de nós será, sem adicionar mais um!

Ora, o Cavaleiro Azarado, como era conhecido nas terras além-muros, observou que as mulheres eram bruxas e, não sendo ele dotado de magia, nem de grande perícia em torneios e duelos com espadas, nem de nada que o distinguisse como homem não mágico, ficou convencido de que não havia esperança de chegar à fonte antes das três mulheres. Anunciou, portanto, sua intenção de sair do jardim.

Ao ouvir isso, Amata se aborreceu também.

— Medroso! — ela o censurou. — Desembainhe sua espada, Cavaleiro, e nos ajude a atingir a nossa meta.

E, assim, as três bruxas e o infeliz cavaleiro se aventuraram pelo jardim encantado, onde ervas raras, frutos e flores cresciam em abundância à margem de caminhos ensolarados. Eles não encontraram obstáculo algum até alcançar o sopé do morro em que se erguia a fonte.

Ali, enrolado na base do morro, havia um monstruoso verme branco, inchado e cego. À aproximação so grupo, ele virou uma cara feia e malcheirosa e proferiu as seguintes palavras:

"Paguem-me a prova de suas dores."

O Cavaleiro Azarado sacou a espada e tentou matar o bicho, mas a espada se partiu. Então, Altheda atirou pedras no verme, enquanto Asha e Amata experimentaram todos os feitiços que poderiam subjugá-lo ou hipnotizá-lo, mas o poder de suas varinhas não foi mais eficaz do que a pedra da amiga ou a espada do cavaleiro: o verme não quis deixá-los passar.

O sol foi subindo sempre mais alto no céu e Asha, desesperada, começou a chorar.

Então o enorme verme encostou o focinho no rosto dela e bebeu suas lágrimas. Saciada a sede, o verme deslizou para um lado e sumiu por um buraco no chão.

Exultantes com o sumiço do verme, as três bruxas e o cavaleiro começaram a subir o morro, certos de que chegariam à fonte antes do meio-dia.

A meio caminho da subida íngreme, porém, eles encontraram palavras gravadas no chão.

"Paguem-me os frutos do seu árduo trabalho."

O Cavaleiro Azarado apanhou sua única moeda e colocou-a na encosta relvada, mas ela rolou para longe e se perdeu. As três bruxas e o cavaleiro continuaram a subir, e, embora tivessem andado durante horas, não avançaram um único passo; o topo continuava distante e a inscrição permanecia no chão diante deles.

Todos se sentiram desanimados quando viram o sol passar sobre suas cabeças e começar a declinar em direção ao longínquo horizonte, mas Altheda andou mais rápido e, empenhando mais esforço do que os demais, estimulava-os a seguir seu exemplo, embora tampouco avançasse na subida do morro encantado.

— Coragem, amigos, não fraquejem! — gritava ela, enxugando o suor do rosto.

À medida que as gotas caíam, cintilantes, na terra, a inscrição que bloqueava o caminho desaparecia, e eles descobriram que podiam prosseguir.

Encantados com a remoção do segundo obstáculo, correram para o alto o mais rápido que puderam, até que, por fim, avistaram a fonte, refulgindo cristalina em meio a árvores e flores.

Antes de alcançá-la, no entanto, encontraram barrando o seu caminho um riacho que circundava o topo do morro. No fundo da água transparente havia uma pedra lisa com as seguintes palavras:

"Paguem-me o tesouro do seu passado."

O Cavaleiro Azarado tentou atravessar o curso d'água flutuando sobre seu escudo, mas afundou. As três bruxas o tiraram de dentro do riacho, e tentaram saltar por cima da água, mas o riacho não as deixou atravessar, e todo o tempo o sol ia baixando pelo céu.

Eles começaram, então, a refletir sobre o significado da mensagem na pedra, e Amata foi a primeira a compreendê-la. Apanhando a vrinha, apagou da mente doas as lembranças dos momentos felizes que passara com o seu amor desaparecido e deixou-as cair na correnteza. O riacho as levou para longe, deixando aparecer pedras planas e, finalmente, as três bruxas e o cavaleiro puderam atracessar em direção ao topo do morro.

A fonte refulgiu diante dos quatro, emoldurada pelas ervas e flores mais raras e mais belas que jamais tinham visto. O céu coloriu-se de vermelho, e chegou a hora de decidir qual deles iria se banhar.

Antes, porém, que chegassem a uma conclusão, a franzina Asha tombou no chão. Exausta com o esforço da subida, estava à beira da morte.

Seus três amigos a teriam carregado até a fonte, mas Asha, em agonia mortal, lhes pediu que não a tocassem.

Então Altheda se apressou a colher as ervas que julgou mais úteis, misturou-as na cabaça de água do Cavaleiro Azarado e levou a poção à boca de Asha.

Na mesma hora, Asha conseguiu se pôr de pé. Além disso, todos os sintomas de sua terrível enfermidade tinham desaparecido.

— Estou curada! — exclamou ela. — Não preciso da fonte; deixem Altheda se banhar!

Altheda, porém, estava ocupada colhendo mais ervas em seu avental.

— Se fui capaz de curar essa doença, posso ganhar muito ouro! Deixem Amata se banhar!

O Cavaleiro Azarado se inclinou e, com um gesto, indicou a fonte a Amata, mas ela sacudiu a cabeça. O riacho tinha lavado todos os seus desapontamentos de amor, e ela percebia agora que o antigo amado fora insensível e infiel, e que era uma grande felicidade ter se livrado dele.

— Bom cavaleiro, o senhor deve se banhar, em recompensa por toda a sua nobreza! — disse ela ao Cavaleiro Azarado.

Então ele avançou a armadura tinindo aos últimos raios do sol poente e se banhou na Fonte da Sorte, admirado por ter sido o escolhido entre centenas de outros e atordoado com a sua inacreditável fortuna.

Quando o sol se pôs no horizonte, o Cavaleiro Azarado se ergueu das águas sentindo-se glorioso com o seu triunfo, e se atirou, ainda vestindo a armadura enferrujada, aos pés de Amata, a mulher mais bondosa e bela que ele já contemplara.Alvoroçado com o sucesso, pediu sua mão e seu coração, e Amata, não menos feliz, percebeu que encontrara um homem que merecia os dois.

As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, de braços dados, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar de que as águas da fonte não possuíam encanto algum.


É, vai ver é isso. A gente só é feliz quando tem amigos. Amigos.